Saracura Três Potes, o relógio sertanejo, como é chamada, é uma ave encontrada em regiões brejeiras, mangues e lagoas — lugares onde há a argila que se transforma em cerâmica. São três potes, três potes, três potes, que a saracura nos oferece em seu canto em dueto, sempre ao romper e ao cair do dia.
Aves ocultas, quase não são vistas; escutam-se. Quando avistadas, saem em disparada, perdendo-se no mato com suas pernas ligeiras, expondo em nós aquilo que as amedronta: nossa presença marcante e ameaçadora, que revela também uma fragilidade propriamente nossa, como um reflexo do selvagem que somos.
Escolhemos essa ave do sertão brasileiro para representar nossas cerâmicas, onde duetos de memórias soam e, em nossos quintais, fazem ecoar músicas que nos conectam a estas terras.
De memórias também são feitas as nossas cerâmicas: as cascas brasileiras, objetos utilitários nas casas sertanejas e na vida indígena; as latas de sardinha que já foram fôrmas de bolo na infância; os copos Lagoinha — o copo americano — tão cheios de vida boêmia; e tantos outros objetos que conformam nossa identidade.
Três potes! Com a saracura, que carrega em seu canto tantas outras vozes, se faz cerâmica brasileira.
Sejam bem-vindos!
Veja aqui a matéria de um programa de TV que fala sobre as nossas pesquisas com as cascas:
http://glo.bo/1AW3P9f

5º Prêmio do Objeto Brasileiro - Museu A Casa do Objeto Brasileiro
As Cascas do Brasil ganharam o prêmio de



